quinta-feira, 22 de julho de 2021

Teoria da Literatura

 

A teoria da literatura é a ciência que estuda as manifestações literárias e está inserida na área das Ciências Humanas. Seu objeto de estudo é a Literatura, com foco na observação de textos que se transmitem através da escrita.

O termo “ Teoria da literatura” somente começou a ser utilizado a partir do século XIX. O objetivo dessa disciplina é estudar a literatura e identificar o que existe de particular em sua linguagem, diferenciando-a, portanto, das linguagens não literárias.

Foram os alemães que utilizaram , pioneiramente, a denominação “ Teoria da Literatura” em seus estudos no século XIX. Nessa época os estudos estavam voltados principalmente para questões históricas. Já no século XX os estudos tinham como foco as obras da atualidade, por influência da revolução modernista.

Embora a Teoria da Literatura tenha sido reconhecida como tal no século XIX, seu percurso começa bem antes, séculos V e IV entre os gregos, já que estes eram bastante preocupados com a expressão linguística.

Ao longo dos tempos, a Teoria da Literatura consolidou-se como ciência, determinando os fundamentos para os estudos das obras literárias, porém os pesquisadores não foram unânimes quanto ao foco , dando origem a diferentes tendências e linhas de estudo e pesquisa.


O objeto dessa ciência é a Literatura, para isso a sua tarefa primordial é definir o termo. A palavra pode ser usada no sentido amplo diariamente para se referir a qualquer obra publicada, mas no contexto da Teoria da Literatura somente importa as obras relacionadas à fantasia e ficção. A partir daí surge a questão: Que critérios usar para analisar se determinada obra tem uma linguagem literária ou não literária?

É papel da Teoria da literatura formular os critérios para identificar se o texto tem as características que o tornam literário. Essas regras são mutáveis em diferentes épocas. Mesmo diante de tal questão, a proposta defendida pela Teoria da Literatura é que o texto literário tem valores imutáveis e absolutos. Porém observando-se o valor atribuído ao texto literário, desde a poética de Aristóteles até a atualidade, constata-se que a ideia do que seja literário passa por constantes transformações.



sábado, 10 de julho de 2021

A leitura essencial

 



       Leia. Leia muito. Quanto mais você lê, mais fluente na leitura, fica. Não leia só teoria literária, nem as obras de ficção, livros de autoajuda etc. Leia também a Bíblia, pois é o manual para nos ensinar a respeito  de Deus  e da vida eterna. 

    Parece um livro complexo demais para que possamos entender. Mas quando fazemos sua leitura pela primeira vez, percebemos que estamos muito distantes do caminho proposto,  um pecador que precisa de perdão.

   Nunca entendemos tudo. Deus deixa claro que as coisas encobertas não nos dizem respeito. Os teólogos tentam nos explicar muitas questões e muitas vezes eles divergem entre si. As denominações evangélicas ou religiosas também não concordam ente si e criam costumes ou protocolos para seus fiéis. 

    Diante de tudo isso, devemos entender os princípios bíblicos e a essência da mensagem do evangelho: Jesus Cristo é nosso Senhor e Salvador, ser batizado como sinal de arrependimento e que queremos viver em novidade de vida.

     Os princípios nunca mudam, mas existem protocolos e costumes que mudam conforme a época e lugar. O importante é que a essência permanece. 

      Todo ser humano é uma benção  quando adora a Deus, considera  Jesus Cristo como Senhor e salvador e é guiado pelo Espírito Santo.

     Assim, o Espírito Santo nos dá a direção todas as vezes que abrimos a Bíblia para ler. Encontramos ali um tesouro inesgotável, nos ensinando coisas novas, mesmo quando, por exemplo, lemos o mesmo versículo pela décima vez. E algo muito importante: não nos tornamos extremistas. não estamos na direita ou esquerda, mas no centro da vontade de Deus. Pois Ele nos faz pessoas moderadas.

    No centro da vontade de Deus, não nos guiamos pelas ideologias, pelos "ismos" que separam as pessoas e lançam mulheres contra homens, pobres contra ricos, empregados contra patrões, minorias contra maiorias  e vice-versa. 

    Que bom que o Brasil é um país que nos garante a liberdade religiosa. Podemos andar com a bíblia na mão, entrar na igreja a qualquer momento.  Que esse país seja mais e mais repleto de adoradores, de pessoas que leem e praticam a palavra de Deus, pois assim está escrito: " Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor."(Salmos 33.12).

     

quinta-feira, 18 de março de 2021

Muito além das aparências

 


     Assim diz as escrituras: "E Davi se ia cada vez mais aumentando e crescendo, porque o Senhor, Deus dos exércitos, era com ele"(2Sm 5.10). Davi não venceu por causa da beleza, simpatia ou inteligência acima da média. Ele parecia um homem comum, mas era guiado pelo Deus poderoso.

     Diante disso, constatamos que as pessoas não vencem simplesmente e unicamente em razão de sua aparência, pelo seu intelecto, porque têm um talento extraordinário. Toda a força para construir emana de Deus, porém o orgulhoso não reconhece isso, ele pensa que toda a força é dele e não dá glória a Deus.

    Todo o talento foi  Deus que deu ao ser humano. Se alguém tem um pequeno talento , mas emprega seu talento no reino de Deus, como fez a viúva pobre, já fez muito. No entanto, se alguém tem muitos talentos e só oferece um pouco, aquilo que sobra para o reino de Deus, é considerado pequeno.

    Assim, observando no cotidiano, Aquilo que alguém fez pode parecer pequeno, porém era tudo que podia fazer.  Outras vezes alguém pode fazer algo que parece muito grandioso, mas tinha condições de  ter feito muito mais.

    Deus não vê como o homem, Ele não viu Davi da mesma forma que as pessoas o enxergavam, pois o Senhor dos céus e da terra vê além das aparências.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Burguesia em sua origem

 "A burguesia, na acepção original do termo, sempre foi formada por uma classe de poupadores, de pessoas que honravam suas palavras e respeitavam seus contratos, de pessoas que tinham uma profunda ligação à família. Essa classe de pessoas se importava mais com o bem-estar de seus filhos, com o trabalho e com a produtividade do que com o lazer e o deleite pessoal.

As virtudes da burguesia são as tradicionais virtudes da prudência, da justiça, da temperança e da fortaleza (ou força). Cada uma delas possui um componente econômico- vários componentes econômicos, na verdade.

A prudência dá sustento à instituição da poupança, ao desejo de adquirir uma boa educação para se preparar para o futuro, e à esperança de poder legar uma herança aos nossos filhos.

Com a justiça vem o desejo de honrar os contratos, de dizer a verdade nos negócios e de fornecer uma compensação para aqueles que foram injuriados.

Com a temperança vem o desejo de se controlar e se restringir a si próprio, de trabalhar antes de folgar, o que mostra que a prosperidade e a liberdade são, em ultima instância, sustentadas por uma disciplina interna.

Com a fortaleza vem a coragem e o impulso empreendedor de se deixar de lado o temor desmedido e seguir adiante quando confrontado pelas incertezas da vida.

Essas virtudes são os fundamentos tradicionais da burguesia, bem como a base das grandes civilizações.

Porém, a imagem invertida destas virtudes mostra como o modo virtuoso do comportamento humano encontra seu oposto nas políticas públicas empregadas pelo estado moderno. O estado se posiciona diretamente contra a ética burguesa, sobrepujando-a e fazendo com que seu declínio permita ao estado se expandir em detrimento tanto da liberdade quanto da virtude."

(Lew Rockwell, em A burguesia e suas virtudes cardinais; o Estado e seus pecados capitais.)


terça-feira, 19 de maio de 2020

AS CRÔNICAS DE NÁRNIA ( PRÍNCIPE CASPIAN)

As crônicas de Nárnia fazem referência a sete volumes de livros. Trata-se de uma história épica de confronto entre o bem e o mal, ficando clara sua analogia com a Bíblia. Foram escritas entre 1949 e 1954 por C.S. Lewis. O autor nasceu em Belfast, Irlanda, em 1898. Lewis sempre demonstrou um fascínio por contos de fadas, mitos e lendas antigas. Essas histórias são direcionadas ao público infantojuvenil, mas é evidente que encantaram aos adultos de várias partes do mundo, configurando na categoria dos clássicos da literatura. Eis a história “ O príncipe Caspian":



PRÍNCIPE CASPIAN
AS personagens desta história são as mesmas do livro “ O leão, a feiticeira e o guarda-roupa”: Pedro, Susana , Edmundo e Lúcia, De certa forma é uma continuidade da história anterior, embora a leitura do primeiro livro , não seja necessária para a compreensão de “O príncipe Caspian”. As quatro crianças retornam das férias e se encontram numa estação de trem em que só havia eles. De repente , observam que algo estranho está acontecendo e de repente percebem já estão numa ilha.
Esse lugar desconhecido era Nárnia, local em que as crianças haviam sido reis e rainhas há um ano, mas parecia que já havia se passado uns mil anos. O Castelo de Cair Paravel estava em ruínas.Então eles recordaram tudo que viveram naquele castelo. Encontraram alguns presentes que receberam no natal, objetos que tinham um valor imenso para eles , pois fazia relembrar bons momentos. Enfim encontraram muitas coisas valiosas da época em que moravam ali. Porém tudo aquilo era um mistério para eles, Não sabiam o que havia acontecido nesse intervalo de um ano que saíram de Nárnia e voltaram para seu mundo.
Para desvendar esse mistério surge um anão que diz ser o mensageiro do rei Caspian. As crianças evidentemente não têm ideia de quem seja esse rei. Elas ficam curiosas e o anão faz o seu relato.
Caspian não tinha pai nem mãe, era criado por um tio e uma tia. Certo dia o pequeno príncipe ouviu falar sobre Nárnia dos tempos antigos: habitada por animais falantes, estranhas criaturas, anões , faunos, ancantadores bosques. Depois disso ele ficou curioso, mas seu tio o alertou para esquecer aquelas histórias, pois seria apenas invenção. Porém um dia encontrou um anão que disse o que ele sempre quis ouvir:
-Preste atenção: tudo o que lhe disseram sobre a antiga Nárnia é verdade. Nárnia não é a terra dos homens. É a terra de Aslam, das árvores despertas, das náiades visíveis, dos faunos, dos sátiros, dos anões e dos gigantes, dos centauros e dos animais falantes. Foi contra eles que lutou Caspian I. Foram vocês, os telmarinos, que calaram os animais, as árvores e as fontes; que mataram e expulsaram os anões e os faunos; são vocês que pretendem agora desfazer até a lembrança do que existiu. O rei não consente sequer que se fale deles”. (p.316)
Caspian fugiu, porque estava correndo perigo. Sua tia deu à luz um filho, agora o rei e a rainha desejavam fazer daquele ser, o novo rei, embora Caspian fosse o legítimo herdeiro do trono. É aí que começa as aventuras de Caspian rumo à floresta. Numa região montanhosa ele conhece os antigos narnianos.
Quando Caspian e os antigos narnianos estavam reunidos, desconfiaram que estavam sendo espionados e, portanto, a antiga Nárnia estava em perigo. Foi então que o preceptor de Caspian , o Doutor cornelius, que ajudou o garoto fugir, chegou com a notícia de que Miraz, o tio de Caspian, e seu exército estavam se aproximando. Então todos recuaram para procurar um esconderijo melhor. O confronto foi inevitável, alguns combatentes dos antigos narnianos ficaram feridos. O exécito de Moraz era mais forte, porém havia um detalhe: Caspian carregava consigo um trompa que pertenceu a Susana, ele deveria tocá-la quando estivesse num momento de grande perigo. Quando ele tocasse o socorro chegaria, seja a ajuda de Aslam ou apareceriam os antigos reis e rainhas de Nárnia.
Eles não sabiam também em que local o Aslam ou as crianças chegariam, havia alguns lugares prováveis como o local onde ficava o antigo castelo de Cair Paravel, então eles resolveram enviar mensageiros. Escolheram como mensageiro o anão Trumpkin. Este anão era o mesmo que as crianças salvaram das mãos do soldado no início da história.
Quando o anão chega lá e as crianças contam que são os humanos enviados para auxiliar na batalha, o anão duvida. Mas as crianças logo demonstram terem algum a habilidade para a luta com espada, com flecha e ainda um bálsamo para curar os feridos. Assim, todos partem da ilha em direção à batalha.
Eles seguem para a batalha, mas não têm certeza qual o caminho seguir para chegar mais rápido. Durante um percurso enfrentam um urso. Sobre esse episódio Lúcia fala para a irmã a respeito do fato de existir na floresta ursos bons e urso maus:
Não seria medonho se um dia, no nosso mundo, os homens se transformassem por dentro em animais ferozes, como o daqui, e continuassem por fora parecendo homens, e a gente assim nunca soubesse distinguir uns dos outros?”(p.349)
Lúcia indicou o caminho que poderia ser o mais certo, pois ela tinha uma convicção que o Leão Asla queria que ela fosse por aquele caminho. Mas todos se opuseram ao caminho que ela indicou. Pelo caminho que seguiram não tiveram êxito e precisaram retornar para um ponto de onde partiram. Depois pararam par comer alguma coisa e dormir. Enquanto dormiam, só Lúcia permaneceu acordada. O leão Aslam apareceu para ela, com um aparente descontentamento pelas escolhas deles. Lúcia tentou se justificar . Agora a sua missão era acordar os que estavam dormindo e irem pelo caminho certo. Aslam falou:
Espero por você aqui […] Vá acordar os outros: eles devem segui-la. Se não quiserem vir, você pelo menos terá de acompanhar-me..” (p.359)
Lúcia foi falar com os irmãos sobre Aslam. Ninguém acreditou. Porém mesmo de má vontade, todos acompanharam Lúcia. Aslam ia na frente guiando o grupo, porém só era visto por Lucia, só mais tarde , Aslam foi se revelando para o restante e todos o enxergaram. E foram até chegarem ao acampamento de Miraz. Só Trumpkin e os garotos foram para o confronto, as meninas ficaram mais afastadas próximo a Aslam. Por ali as árvores ficaram em festa pela presença de Aslam.
Quando o auxílio chega onde estão os antigos narnianos, o anão Nikabrik está muito revoltado porque o auxílio demora chegar e começa uma contenda entre os que são a favor de Caspian e os que são contra , até que começaiuma luta entre eles mesmos, os garotos e o anão Trupkin que que estavam ouvindo reservadamente, aparecem e entram no confronto, até que o opositor de Caspian, o anão Nikabrik, é eliminado. Pois ele queria invocar a antiga feiticeira branca, já que o socorro de Aslam estava demorando.
Pedro resolveu fazer um desafio a Miraz: ambos lutariam corpo a corpo, Miraz aceitou o desafio, os dois exécitos já não entrariam em confronto.
Chega o momento do desafio, a luta começa,mas antes que um dos dois vençam, alguns dos homens de Miraz, de olho no poder e no lugar do trono de Miraz, se envolvem na luta,golpeiam Miraz, então a algazarra é geral. Todos se envolvem na luta, até que o bosque acorda, as árvores começam a andar em direçam ao confronto e o exército de Miraz foge, assim a vitória é dos antigos narnianos.
Terminada a missão em Nárnia, os meninos voltam e se encontram no mesmo lugar que estavam no início: a plataforma de uma estação de trem.




LEWIS, C.S. ( tradução Silêda Steuernagel e Paulo Mendes Campos), As Crônicas de Nárnia. São Paulo:Editora VMW Martins Fontes, 2009.


















terça-feira, 12 de maio de 2020

AS CRÔNICAS DE NÁRNIA (O CAVALO E SEU MENINO)


As crônicas de Nárnia fazem referência a sete volumes de livros. Trata-se de uma história épica de confronto entre o bem e o mal, ficando clara sua analogia com a Bíblia. Foram escritas entre 1949 e 1954 por C.S. Lewis. O autor nasceu em Belfast, Irlanda, em 1898. Lewis sempre demonstrou um fascínio por contos de fadas, mitos e lendas antigas. Essas histórias são direcionadas ao público infantojuvenil, mas é evidente que encantaram aos adultos de várias partes do mundo, configurando na categoria dos clássicos da literatura. Eis a história “ O cavalo e seu menino":




O CAVALO E SEU MENINO ( AS CRÔNICAS DE NÁRNIA)


Um garoto chamado Shasta vivia com o pai que era pescador. Certo dia conhece um cavalo falante e ambos fogem rumo às terras de Nárnia.Durante a fuga eles encontram uma garota e uma égua falante que também estão fugindo.Já são quatro viajantes: Shasta, A garota Aravis, o cavalo Bri e a égua Huin. Aravis morava com o pai e uma madrasta, fugiu porque tinha sido prometida em casamento a um senhor de sessenta anos e deveria casar mesmo contra a própria vontade.

Era preciso passar pela cidade de Tashbaan para chegar em Nárnia, para isso eles se disfarçaram de mendigos para entrarem na cidade, pois era uma cidade cercada por muros. Quando chegam em Tashbaan, Shasta é capturado por um grupo de narnianos que o Chamam de Corin. Shasta nada entende e acha que foi confundido com outro garoto. Assim ele foi levado e seus três colegas ficam para trás. Em Tashbaan ele conhece a rainha Susana e o rei Edmundo . A rainha Susana estavam em tashibaan, mas moravam em Nárnia, onde Pedro era o Grande rei. Porém eles estavam impedidos de voltar para lá, pois o príncipe Rabadash, filho do rei de Tashbban, queria casar com a rainha Susana e não aceitava ouvir uma resposta negativa. Então eles armam um plano e fogem.

Corin também não pretendia ficar em Tashibaan, e para sua alegria, o verdadeiro Corin aparece. Ambos se parecem muito, por isso foram confundidos. Quando corin chega , Shasta consegue fugir e procurar novamente o caminho de Nárnia. Antes de se separararem, os quatro viajantes haviam combinado de se encontrarem num local onde havia umas tumbas, então Shasta seguiu para lá.

Já Aravis chegou até as tumbas com ajuda de uma amiga , mas antes disso Aravis fica sabendo que o príncipe Rabadash tem o plano de invadir o castelo de Anvar e depois capturar a rainha susana.

Quando os quatro viajantes se encontram no lugar combinado, Aravis conta para os colegas sobre o plano de Rabadash de invadir Nárnia com uma expedição. Então a missão shastah era avisar ao rei Luna sobre essa invsão. Ele deveria chegar antes de Rabadash. O caminho para chegar lá era deserto.

No caminho , eles encontram um eremita e recebem ajuda dele, após serem atacados por um leão. Aravis e os animais ficam na morada do eremita, somente shasta segue viagem para avisar ao rei que Abadash se aproxima do castelo de Anvar para invadi-lo. Porém Shasta chega a tempo de avisar ao rei Lunar que um exército se aproxima de anvar, assim o rei , que estava fora de Anvar, parte rapidamente para fechar as portas da cidade. Shasta não consegue acompanhar a comitiva do rei e fica perdido no meio do caminho. Sentindo-se sozinho, de repente aparece algo ao seu lado, era o leão Aslam que surge para consolar o garoto e dar algumas explicações:

Fui eu o leão que o forçou a encontrar-se com Aravis Fui eu o gato que o consolou na casa dos mortos. Fui eu o leão que espantou os chacais para que você dormisse. Fui eu o leão que assustou os cavalos a fim de que chegassem a tempo de avisar o rei Luna. E fui eu o leão que empurrou para a praia a canoa em que você dormia, uma criança quase morta, para que um homem, acordado à meia noite, o acolhesse.” ( p.262)

Após o diálogo com Aslam, Shasta chega em Nárnia. Lá conta que Anvar está sitiada por um exército feroz de calormanos. Assim, o exército narniano se prepara para a batalha e levar socorro para a cidade. Corin, que já estava em Nárnia, coloca uma armadura em Shasta, por isso ele também vai para a luta sem muita vontade.

O exército comandado pelo príncipe Rabadash e o exécito de Nárnia entram em confronto. Os narnianos vencem. A vida de Rabadash é poupada, porém ele é exposto ao ridículo e repreendido por atacar o castelo de Anvar em tempo de paz e sem declarar guerra.

No final, Shasta muda de nome para Cor, pois descobriram que ele era irmão gemeo de Corin, portanto, filho do rei Luna. Cor ficou sabendo que futuramente seria rei, não gostou da ideia, porém ele não tinha escolha, já que nasceu alguns minutos antes do irmão gêmeo. Aravis foi convidada para morar no castelo e mais tarde casa-se com Corin.

LEWIS, C.S. ( tradução Silêda Steuernagel e Paulo Mendes Campos), As Crônicas de Nárnia. São Paulo:Editora VMW Martins Fontes, 2009.


Árvore frutífera

    Você é uma árvore plantada junto a ribeiros, cujas folhas não caem e tudo que você fizer prosperará. É assim o justo descrito em Salmos ...